Os piores medos são aqueles que nós mesmos cultivamos. Os
piores demônios são os que alimentamos como um animal de estimação e cuidamos
como um jardim que floresce a cada dia.
Eles estão dentro de nós.
Ao longo dos anos absorvi tudo o que se passava ao meu
redor como uma esponja. Sem me dar conta, bebi cada gota do veneno alheio que
me era desferido. A cada dia uma parte de mim era envenenada. A cada dia, uma
parte de mim se quebrava. Porque eu era incapaz de lidar com o que ocorria.
Incapaz de deixar que as coisas ruins não me atingissem.
Fui criando um medo após o outro. Cada acontecimento me
afetava, ao passo que a bola de neve tornava-se cada vez maior. Claro que as
coisas boas deveriam ser eternizadas em minha mente, mas as coisas ruins
acabavam tendo um peso muito mais forte ao enraizar-se dentro de mim.















