Sonho em versos

Meu sonho está nas páginas amarelas
Nos livros de época da biblioteca
Em cavaleiros medievais e princesas
E sua felicidade hipotética

Meu sonho está nas folhas brancas
De um manuscrito inacabado
Em personagens com boas e poucas
Histórias em seus cenários

Meu sonho está na poesia das letras
Parágrafos, capítulos, leitura
Alcançando o mundo em palavras
Independente da sua cultura

Meu sonho está em meus versos
Poderem despir-se de amargura
Sem rima ou métrica, imersos
Apenas em poesia pura

A era virtual

Vivemos nesta era louca da internet, na qual passamos mais da metade do nosso dia – e de nossas vidas – online.
Estar online é quase viver em outro mundo, afinal, na internet podemos ser nós mesmos ou quem desejarmos. Podemos estar anônimos, nos tornar famosos ou mostrar para o mundo uma vida perfeita. Podemos vestir qual máscara quisermos e nos escondermos onde bem entendermos. Podemos ser populares ou termos uma vida de Instagram, podemos ser alguém que nada tem a ver com quem somos na vida real.
A globalização tornou o mundo pequeno e as pessoas cada vez mais próximas. Ou não. A cada dia mais crimes de ódio e cyberbullying surgem por aí. O que acontece na internet se espalha como fogo e a vida de pessoas são destruídas. Mas, em contrapartida, as blogueiras ganham fama, dinheiro e prestígio, o marketing brilha como nunca.
Perde-se um terço do dia online. Ou será que ganha? A internet é uma heroína, uma vilã, ou nenhuma das duas? Afinal, a internet fez o mundo evoluir drasticamente. Possibilitou a interação entre pessoas, países e vidas completamente diferentes. Disseminou informação, conhecimento e entretenimento. Mas é claro que toda droga possui efeitos colaterais.

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Não se martirize

Quantas vezes nossa vida não ocorre da forma como gostaríamos e nos culpamos até pelo que nunca esteve ao nosso alcance?
Estamos tão acostumados a querer o controle e a estabilidade que esquecemos completamente que a vida é a coisa mais instável que existe. Estamos tão acorrentados em nossa rotina que a simples ideia de perder o controle nos apavora.
Mas quem disse que temos qualquer tipo de controle em nossas vidas?
Sequer sabemos por que estamos no mundo ou o que virá após a morte. Cobramos de nós mesmos uma segurança que não existe. Uma certeza que jamais virá. Nada é certo e este é o normal. É claro que podemos traçar mil planos para nossa existência nesta terra, desde pessoais à familiares e profissionais. Não só podemos como devemos. Mas nos martirizarmos porque as coisas não ocorreram como queríamos é loucura.

Sobre cuidar de nós mesmos

Certa vez li uma frase do escritor Pedro Chagas Freitas, sobre cada um cuidar da sua vida. Era uma frase sensacional que, com certeza, deveria viralizar e alcançar todas as pessoas do mundo. Vá cuidar da sua vida, ele dizia. E, sabe, é exatamente isso: devemos apenas cuidar da nossa vida, sempre.
Quando cuidamos de nós mesmos temos tempo para planejar nossos sonhos e correr atrás das nossas metas, temos tempo para pensar em nossa vida e para ler o nosso livro favorito. Podemos trabalhar, estudar, malhar da forma como queremos. Porque nossa vida só diz respeito à nos mesmos e, no máximo, podemos compartilhar com quem amamos.

As janelas dos outros andares

Gosto de olhar as varandas dos prédios e imaginar a vida de quem vive ali. Se são felizes, se estão casados ou moram sozinhos, se os filhos já são crescidos ou se sequer querem ter filhos. O que assistem na tv, aonde trabalham, o que fazem durante as noites em que observo as luzes de suas janelas, geralmente parado no estacionamento do supermercado. Ou até mesmo quando visito alguém que possui outros apartamentos em suas vistas.
Como se a vida deles fosse algo mágico ou maravilhoso. Porém, sequer sei como seria uma vida mágica em São Paulo.
Imagino os arranha-céus e andares cada vez mais altos. Como o vento urra com a urgência de sua existência, onde as nuvens parecem querer invadir, com inveja de suas vidas andarilhas. Querem a segurança do que é certo, do conforto, de ter um lugar para voltar.
Quem não quer, afinal?

Aprenda a se perdoar

Quantas vezes na vida decepcionamos alguém que amamos e nos sentimos totalmente esmagados pela angústia e, enquanto não nos desculparmos, parece que carregamos um piano sobre os ombros?
Quantas outras vezes alguém nos magoou ou agiu de maneira que não precisava ter agido, nos deixando totalmente para baixo?
Geralmente, perdoamos as pessoas que amamos e somos perdoados pelas possíveis falhas que cometemos, afinal, somos humanos e embora nem todos compreendam, falhar faz parte de nós: não é um defeito.
Porém, quantas vezes você perdoou a si mesmo? Somos constantemente decepcionados por atitudes próprias, desejos ou pensamentos. Quem nunca quis agir de um modo e, quando viu, estava fazendo justamente o oposto, tomado pela emoção ou por qualquer outro motivo que nos faz agir sem pensar? Quantas vezes não desejamos algo no calor do momento, falamos coisas da boca para fora ou fingimos que não nos importamos?
Quantas vezes deixamos nossos sonhos de lado? E quantos problemas criamos apenas tentando solucionar nossos próprios problemas?

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Criado por: Andréa Bistafa.
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