Sussurros de amor

Bom mesmo é se apaixonar por alguém que te torne uma pessoa melhor. É poder se entregar de corpo e alma, sem hesitação. Poder voar sem os pés no chão, afinal, não precisamos temer a queda.
Bom mesmo é quando o amor te faz largar tudo o que não tem valor, prevalecendo apenas o essencial, livre da dor, livre do mal.

Bom mesmo é um amor puro e sincero, que te faz suspirar e sentir borboletas no estômago, pois borboletas não são apenas para novos relacionamentos. Bom mesmo é conviver com as borboletas mesmo que se passem anos. E que se passem anos e mais anos e o sentimento só aumente. Que a confiança cada vez mais se solidifique, que o amor e a paz estejam entrelaçados numa só freqüência. Que a sintonia esteja nos beijos, nos abraços, no consolo de um colo e no conforto de um cafuné. Nos cenários bons e ruins, afinal, o que é sincero prevalece mesmo após o caos, a dor e o medo. E renasce cada vez mais belo e forte; Radiante, intenso e profundo, tal qual o sentimento daqueles que, como eu, amam de verdade.

Uma dose de ano novo

Começo de ano só se fala em vida nova, renovação e mudanças. Um clichê anual, já que o início de um novo ano é apenas o início de mais um ciclo de 365 dias, composto por quatro estações e um calendário novo que não nos permite nos perder no tempo, não? Ou será que é justamente o inverso? 

Por que não ser uma hora de se renovar, se reinventar, traçar metas, elaborar planos, priorizar objetivos e partir para luta? Todo mundo tem um sonho, isso eu afirmo com convicção. Mas o que é preciso pra ir pra guerra por esse sonho? A hora certa, o momento certo? Que tal um calendário novo? Ou é melhor se esconder atrás do velho clichê de que somente muda a folhinha do calendário? Com certeza essa opção é mais reconfortante, é cômoda e não sai da nossa zona de conforto. 


Não digo que precisamos de fato de uma data especial e universal para irmos atrás do que desejamos. Penso por mim, é claro. Mas e se uma parcela da população se sente mais confortável se realmente houver uma data? Por que não achar motivos para finalmente abrir mão de tudo que nos impede de alcançar o horizonte? De abraçar a felicidade e não deixá-la escapar, não a trancando a sete chaves, mas ingerindo-a em doses homeopáticas todo dia. 
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Criado por: Andréa Bistafa.
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