Às vezes só precisamos de uma razão. Algo para preencher o vazio
existencial que surge como um carrapato quando não estamos olhando. Às vezes só
precisamos canalizar nossas forças no que realmente importa, não abrindo mão de
tudo o que conquistamos, mesmo que pareça que não conquistamos nada. Nem sempre
é fácil ter fé. Nem sempre nos sentimos libertos. Há amarras demais quando
temos dúvidas. E estamos absortos nelas. Mas se não houver uma razão, o vazio
nunca será preenchido. Não deixe o abismo te engolir como um buraco negro, pois
ele sugará até a última gota da sua alma. Fique frio, fique salvo. Há uma razão
para estarmos aqui, não deixe que nada te faça esquecer.
Caminhos sem cores
Já
faz um tempo que tenho buscado razões profundas e caminhos certos. Mas, na
verdade, apenas cacei desculpas esfarrapadas e rodei em círculos todo este
tempo. As razões que busco não estão escondidas em algum lugar da rua, como em
uma caça ao tesouro. Tampouco os caminhos certeiros são aqueles que me dizem
para seguir. Venho perseguindo motivos errados. Ações amorfas.
Estou em um caminho sem cores, sem
trilhos, sem poeira das estrelas. Sem poesia, música ou o algo a mais que torna
nossos dias possíveis. Sem aquele sentimento que não podemos descrever, embora
tantos o chamem de amor. Estou em um caminho superficial, com relações de
aparências, com tecnologia que nos priva ao invés de aproximar. Estou em um
lugar no qual simples opiniões divergentes causam guerras, há uma luta
estética, rolando muito dinheiro e pouca ética.
Estou tão distante de um tempo que
não passou há muito. Parecem séculos, mas não foram duas décadas. Havia mais
brilho no olhar e menos competição. Mais amizade e menos especulação. Mais
caminhos para se seguir, razões para perseguir, motivos para possuir.
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Amanda Bistafa
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FAVORITOS
às
15:47
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Final infeliz
Já passamos pela Revolução Industrial
Que foi longe de ser a ideal
Estamos na Era do Conhecimento
Mas pela empatia o que está sendo
feito?
Vivemos na era da "não
qualidade"
Maximizando lucros, diminuindo custos
Sem importar com a imoralidade
De colocar no corpo tóxicos produtos
Aumenta a competitividade
A rivalidade, a criminalidade
Às custas da bondade
Se perde a equidade, não há mais
igualdade
O abismo só aumenta
Entre as classes sociais
O imposto tributário, os salários
irreais
A escassez de emprego, de oportunidade
Só corroboram para a precariedade
Sociedade moderna
Ideia ultrapassada
Preconceito enraizada
Nas entranhas da história
Somos só marionetes
Em um mundo de gigantes
Se não quer fechar os olhos
Então passa adiante
Às vezes odeio
Às
vezes odeio todos os livros de autoajuda lotado de frases otimistas e premissas
de um futuro maravilhoso. Quando estou no poço e sinto-me afundar cada vez
mais, todas as frases positivas parecem promessas falsas, afinal, é muito fácil
dizer coisas bonitas quando se está no topo do mundo. Mas, no fundo do poço,
tudo o que é bom parece querer afundar junto.
E não é fácil sair do abismo. Há uma
areia movediça que prende os pés e um abraço que se passa por caloroso a
prender os braços, mas de caloroso não há nada. O negativismo parece seduzir
como qualquer outra coisa que vicia. Ficamos viciados em ficar para baixo. Nos
depreciar cada vez mais, porque jamais seremos bons o suficiente.
Mas não é verdade. Não há nada de
bom em sentir-se a mosca do cocô do cavalo do bandido. E os autores de
autoajuda foram sinceros com você. Não precisamos estar com a vida feita ou
plenamente satisfeitos para desejarmos o melhor para nós mesmos, é verdade:
você merece o melhor, simplesmente por estar nesse mundo enfrentando todas as
dificuldades desta vida louca.
Postado por
Amanda Bistafa
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EMARANHADO DE PALAVRAS,
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às
11:05
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Desconstrua velhos hábitos... destrutivos
Você já parou para pensar nas coisas que faz
no modo automático? Quem leu "O poder do hábito", de Charles Duhigg,
sabe que escovar os dentes ou tomar banho são ações que realizamos sem a
necessidade de pensar nelas. Não nos importamos em como vamos fazer, simplesmente
fazemos. E tudo bem, nosso cérebro agradece o fato de pouparmos raciocínio para
assuntos mais importantes. O problema é quando nossos próprios pensamentos agem
por conta própria.
Todo mundo já fez algo no qual não se saiu
muito bem, seja um trabalho acadêmico, o exercício de alguma função específica
no trabalho, uma tarefa doméstica. Isso também não é problema algum: aprendemos
justamente com nossos erros. O problema, contudo, está quando nos acostumamos
com a ideia de que não somos bons o suficiente em algo e, ao invés de
arrumarmos meios para solucionar esse problema, criamos ciclos viciosos de
pensamentos automáticos.
Deixe-me exemplificar. Imagine alguém que não
se saiu muito bem em uma atividade uma única vez na vida e, por medo, decidiu
nunca mais tentar nada parecido. Pode ser uma profissão, uma palestra, lidar
com um cliente difícil no trabalho. Da próxima vez que esta pessoa precisa
enfrentar a mesma situação, ela recua, lembrando-se de que talvez não seja o
mais qualificado para exercer tal função. E isso, de forma inconsciente, vira
um hábito do pensamento: "Ah não, isso eu não faço, não sou bom
nisso". Ao invés de mudarmos a estratégia para alcançar algo, nosso
próprio pensamento nos boicota, agindo em modo automático e nos privando de
qualquer atitude desafiadora.
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