Durante a minha infância, até os doze anos, meus
domingos eram reservados para visitar meus avós paternos. Eu ia com meus pais e
irmã religiosamente, todas as tardes de domingo, independente de chuva ou sol.
A conversa ia e vinha na casa dos meus avós,
mesmo que às vezes eu insistisse com meu pai para voltar mais cedo, pois queria
jogar vídeo-game. Contudo, nunca íamos embora sem antes desfrutarmos de um
típico café da tarde em família.
O café era simples, mas repleto de carinho. O
pão francês quentinho, a fatia de queijo, o presunto e o cheirinho de café passado na
hora, de um jeito especial que ninguém mais fazia. Um café forte, doce e com
espuminha em cima, do jeito que eu gostava.





