Publicações de 2015

Boa noite!

Esse é um post super especial para divulgar minhas publicações de 2015. Ano passado comecei a escrever também contos de suspense e terror (pois como sabem sou apaixonada pelo gênero ♥ rs)

Em 11 de abril será lançada a antologia "Eu me ofereço! Um tributo a Stephen King", com organização de Rô Mierling e Editora Illuminare, onde participo com o conto "Fim da Linha".
Trata-se de uma coletânea de contos de terror em homenagem ao (mestre) Stephen King. Terá edição em inglês e português. As edições são limitadas, para adquirir entrar em contato pelo e-mail: antologiasbrasileiras2014@gmail.com



Em 30 de maio será lançada a antologia Legado de Sangue, da Editora Andross, com organização de Alfer Medeiros, no evento Livros em Pauta, em São Paulo, onde eu participo com o conto "Sob a Penumbra". Trata-se de uma coletânea de contos de terror e suspense. Mais informações a respeito do evento serão divulgadas em breve. Também estarei vendendo exemplares, para adquirir entrar em contato pelo e-mail: amandabistafa@hotmail.com



Cemitério de borboletas

Era noite de quarta-feira quando a terceira borboleta entrou no meu quarto. As duas que entraram anteriormente estavam mortas. Não matei, ninguém tampouco matou. Simplesmente não conseguiram sair do meu quarto e acabaram morrendo. Claro que elas não deveriam saber que sair não seria tão fácil quanto entrar, mas mesmo mantendo a porta aberta, duas borboletas morreram. Será que não puderam sair? Simplesmente não quiseram sair? Ou apenas não saíram a tempo, visto que mantive a porta aberta o tempo todo?
Por ora, me sinto como essas borboletas. Presa em uma realidade da qual não consigo sair. Não sei se por comodidade, falta de oportunidade ou, bem lá no fundo, por não saber. Sinto, de repente, que as coisas nunca vão mudar. Porque elas não podem mudar. Estão fixas, enraizadas, donas de uma realidade própria.
Com meu livre arbítrio, imaginei poder escolher o que queria para mim. Escolhi uma profissão, um estilo, um hobby e uma vida. Mas não pude seguir com todas minhas escolhas, pois continuo presa na mesma caixa. No mesmo cemitério de borboletas. Mudei a mim mesma, foi pouco. Mudar a realidade? Muito mais complexo.

Sussurros de amor

Bom mesmo é se apaixonar por alguém que te torne uma pessoa melhor. É poder se entregar de corpo e alma, sem hesitação. Poder voar sem os pés no chão, afinal, não precisamos temer a queda.
Bom mesmo é quando o amor te faz largar tudo o que não tem valor, prevalecendo apenas o essencial, livre da dor, livre do mal.

Uma dose de ano novo

Começo de ano só se fala em vida nova, renovação e mudanças. Um clichê anual, já que o início de um novo ano é apenas o início de mais um ciclo de 365 dias, composto por quatro estações e um calendário novo que não nos permite nos perder no tempo, não? Ou será que é justamente o inverso? 

Por que não ser uma hora de se renovar, se reinventar, traçar metas, elaborar planos, priorizar objetivos e partir para luta? Todo mundo tem um sonho, isso eu afirmo com convicção. Mas o que é preciso pra ir pra guerra por esse sonho? A hora certa, o momento certo? Que tal um calendário novo? Ou é melhor se esconder atrás do velho clichê de que somente muda a folhinha do calendário? Com certeza essa opção é mais reconfortante, é cômoda e não sai da nossa zona de conforto. 


Não digo que precisamos de fato de uma data especial e universal para irmos atrás do que desejamos. Penso por mim, é claro. Mas e se uma parcela da população se sente mais confortável se realmente houver uma data? Por que não achar motivos para finalmente abrir mão de tudo que nos impede de alcançar o horizonte? De abraçar a felicidade e não deixá-la escapar, não a trancando a sete chaves, mas ingerindo-a em doses homeopáticas todo dia. 

Lista de Ano Novo

Viro a folhinha do calendário para notar que é a última página. Tarde demais, a nostalgia do ano novo me invade de súbito. As reflexões de final de ano são um clichê, mas que me cabem perfeitamente, de fato. Passo mentalmente minhas metas para o ano de 2014, não deixando de soltar um profundo suspiro. Olho para o relógio, são oito horas em ponto, o que ainda me dá quinze minutos livres. Balanço a cabeça pensativa enquanto remexo na gaveta da escrivaninha. Achei! Pego o bloco de notas e abro na página grifada em cores neon: Metas para 2014. Leio os itens rapidamente, ponderando sobre o que cumpri e o que iniciarei em dívida para 2015.

Ok, é isso. Não cumpri metade... Mas, pensando bem, esses itens já estão encaminhados. Mordo a ponta do lápis pensativa. Certo, rabisco a página seguinte, intitulada de Metas para 2015. Anoto os itens pendentes, grifando e destacando com um enorme lembrete: metas para o primeiro semestre. Pronto, plano traçado. Irei correr atrás do prejuízo no primeiro semestre de 2015 para eliminar as pendências deste ano, e ainda me restará seis meses para as metas do próximo ano. Começo a listá-las uma a uma, não sem fazer uma careta ao perceber o quão estão preenchendo rapidamente a página.

Várias metas para cumprir... Vários sonhos para correr atrás. Já passei dos vinte anos, penso nostálgica. E ainda não fiz metade do que pretendo. Ânimo, Maria Alice, penso comigo mesma. Ano novo está aí para isso. Mas não deixo de lembrar com certa tristeza tantas coisas que parecem que aconteceram ontem, mas já faz anos. Ah meu Deus, os anos voam.

Pó de pirlimpimpim

É estranho pensar que nos tornamos adultos e deixamos toda a magia da infância para trás sem nem percebermos. Compreendo que a vida adulta impõe uma série de restrições, implicações, obrigações e coisa  e tal. É realmente difícil encontrar magia na vida quando ela está repleta de contas de água e luz para pagar, IPVA, IPTU, estresse e falta de tempo. A rotina tem uma face carrancuda e é muito difícil livrar-se dela, sinto-se assim também.
Mas, vez ou outra, nos refugiamos nos livros e filmes e lá encontramos toda a magia que não temos em nossas vidas. Vivemos emoções fortes, aventuras inimagináveis, sentimos borboletas no estômago e frio na barriga. E é justamente essa pitada de magia que quero levar para a vida. É necessário não levar a vida tão a sério, afinal, não sabemos quando nossa estadia neste mundo chegará ao fim. Não podemos esquecer que morremos um pouquinho a cada dia, por isso, por favor, vamos viver um pouquinho a cada dia também.

Resultado Aquarela Contos e Crônicas

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